Entre a violência e a negação de direitos
gravidez infantil, interrupção da gestação prevista em lei e proteção de meninas e mulheres
Palavras-chave:
Gravidez infantil, violência sexual, aborto legal, direitos reprodutivos, proteção integral, direitos da criança, saúde das mulheresResumo
Nas últimas décadas, a proteção dos direitos sexuais e reprodutivos consolidou-se como uma das principais agendas internacionais voltadas à promoção da igualdade de gênero e dos direitos humanos. A Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, realizada no Cairo em 1994, e a IV Conferência Mundial sobre a Mulher, realizada em Pequim em 1995, estabeleceram marcos fundamentais ao reconhecer que a capacidade de decidir livremente sobre a reprodução constitui elemento central da autonomia, da dignidade e da cidadania das mulheres.
Desde então, organismos internacionais passaram a incorporar progressivamente os direitos reprodutivos às agendas de desenvolvimento, saúde e direitos humanos. Nesse contexto, o acesso a informações, métodos contraceptivos e serviços de saúde sexual e reprodutiva passou a ser compreendido como condição necessária para a redução das desigualdades de gênero e para a proteção da saúde das mulheres.
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