COP30
sem os EUA é uma oportunidade para os países inovadores e para o desenvolvimento sustentável da Ásia e do MENA
Palabras clave:
COP30, NDCs, ausência dos EUA, oportunidades para Estados inovadoresResumen
A COP30 acontece em um cenário belicoso de guerras quentes (Ucrânia e Gaza) e frias (guerra tarifária dos EUA e guerra tecnológica com China) e de emersão de governantes autoritários, que defendem soberania absoluta, e céticos das mudanças climáticas. Cenário que pode dificultar os diálogos e alianças entre países, que, por um lado, pode enfraquecer o multilateralismo, mas, por outro, pode elevar o protagonismo de países do Sul Global sob a liderança brasileira nas discussões. “O mundo em desenvolvimento não espera mais parado pela liderança dos países desenvolvidos”. E a ausência dos EUA na cúpula abre mais espaço para outros países terem maior participação, como, por exemplo, a China e os Estados do Golfo, que têm investido pesadamente na transição energética. Ao sediar COPs, lançar fundos verdes e se envolver na diplomacia climática multilateral, os estados do Golfo estão reformulando seus papéis de liderança regional e internacional no novo cenário energético. Esses países estão cada vez mais engajados com a Europa, a China e instituições multilaterais em financiamento climático, segurança alimentar e tecnologia verde. Além disso, os estados do Golfo estão explorando soluções de tecnologia climática, desde a agricultura no deserto para segurança alimentar até a dessalinização da água movida a energia solar.
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