Na 79ª AMS, discursos contundentes refletiram o momento atual. E a coreografia diplomática da China
Palabras clave:
79ª AMS, discursos da Espanha; Egito; Singapura; China e Irã, coreografia diplomática da ChinaResumen
A 79ª AMS viveu momentos quentes, com discursos contundentes, como esperado, diante do cenário atual de disputas geopolíticas e de contextos de guerras e conflitos. A AMS começou com um emocionante discurso do presidente espanhol, como convidado do Diretor-geral. O informe não poderia deixar de trazer esse discurso que reflete o posicionamento da Espanha sobre a situação dos conflitos no Oriente Médio e da conjuntura global que afeta especialmente os países do Sul Global. E que conversa com outros discursos sobre a urgência de reformar a governança de preparação para crises, mas por ângulos políticos e práticos bem diferentes: os discursos de Singapura, do Egito, da China e do Irã. Enquanto Espanha fez uma crítica filosófica e macroeconômica à “pandemia do egoísmo” na governança global, Singapura trouxe a resposta pragmática da Ásia sobre alianças técnicas regionais e dados abertos para contornar a paralisia política e o Egito trouxe o clamor do Oriente Médio por sustentabilidade financeira real diante das crises estruturais. Enquanto o Egito foca na indústria farmacêutica e a China na soberania de dados, o Irã usou a governança da OMS para tentar expor as contradições do direito internacional humanitário, argumentando que a neutralidade médica foi quebrada na região. No Tabuleiro da Geopolítica, a coreografia diplomática da China, que recebeu, com intervalos de uma semana, o chanceler do Irã e os presidentes dos EUA e da Rússia, deixando claro que mantém amizade e parceria estratégica com qualquer potência que desejar, e os EUA são apenas uma delas. Um detalhe do balé diplomático: o chanceler iraniano viajou a convite e foi recebido por Wang Yi, que é muito mais que um chanceler, sinalizando que a visita foi tratada como uma missão diplomática de altíssima prioridade estratégica.
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