Sul Global
Palabras clave:
Cooperação Sul-Sul, UNOSSC, G-77 e China, Movimento dos Não Alinhados, Centro SulResumen
O principal destaque do UNOSSC na quinzena foi a participação no 13º World Urban Forum (WUF13), principal conferência global da ONU sobre urbanização sustentável, realizada em Baku, Azerbaijão, onde promoveu debates sobre Cooperação Sul-Sul aplicada ao desenvolvimento urbano sustentável. No período, o G77 e China destacou as preocupações centrais dos países em desenvolvimento em diferentes fóruns da ONU. O grupo defendeu maior financiamento climático e transferência de tecnologia para implementar os compromissos da COP31; alertou para a crise financeira da ONU causada por atrasos nas contribuições obrigatórias; e pediu mercados de commodities mais justos, com apoio à diversificação produtiva e agregação de valor. Também reafirmou a importância da Cooperação Sul-Sul no processo preparatório da revisão da BAPA+40, defendendo soberania, igualdade e participação efetiva do Sul Global. Além disso, o G77 destacou a necessidade de cooperação internacional em energia e governança da inteligência artificial, com foco em redução das desigualdades tecnológicas, financiamento, desenvolvimento sustentável e fortalecimento do multilateralismo. Já a cooperação Sul-Sul brasileira teve como destaques o fortalecimento das relações com a África e a atuação do Brasil na 79ª Assembleia Mundial da Saúde (AMS). As celebrações do Dia da África reforçaram a prioridade estratégica do continente para a política externa brasileira, com seminário no Itamaraty e divulgação de iniciativas de cooperação em saúde, educação e agricultura. Também foi concluída uma cooperação trilateral entre Brasil, UNICEF e São Tomé e Príncipe voltada à proteção de crianças e adolescentes. Na AMS, o Brasil promoveu debates sobre soberania sanitária e participação social, enquanto a Fiocruz ampliou sua projeção internacional em iniciativas sobre produção regional de tecnologias em saúde. Entre os destaques do Movimento dos Não Alinhados (MNA) esteve também a participação no 13º Fórum Urbano Mundial e o reforço da solidariedade a Cuba durante a Assembleia Mundial da Saúde, defendendo que a OMS documente os impactos das sanções dos Estados Unidos sobre o sistema de saúde cubano. Paralelamente, Uganda consolidou sua projeção internacional sediando a cúpula do MNA e do G77+China e o Azerbaijão promoveu conferência do Sul Global sobre neocolonialismo e governança internacional, inserida em sua estratégia de aproximação diplomática com países do Sul Global. Entre os destaques da quinzena do Centro Sul, a instituição alertou para os riscos do enfraquecimento do multilateralismo em meio a crises sanitárias, conflitos e disputas tecnológicas globais. Em evento realizado no Egito, o diretor-executivo Carlos Correa defendeu a construção conjunta da paz e do desenvolvimento entre países do Sul Global. Em outro artigo, especialistas destacaram que o surto de hantavírus a bordo do navio MV Hondius evidenciando a importância da cooperação internacional em saúde e do fortalecimento da OMS. O Centro Sul também publicou análises sobre resistência antimicrobiana, defendendo maior apoio à vigilância epidemiológica em países em desenvolvimento, e sobre governança da inteligência artificial, alertando para riscos de discriminação, dependência tecnológica e impactos ambientais da IA no Sul Global.
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