O apagamento e a ONU

Autores

  • Santiago Alcázar MRE; Fiocruz Autor

Palavras-chave:

ONU

Resumo

Layan Hamada, Hind Rajab foram assassinados pelo IDF no dia 29 de janeiro de 2024. Segundo o Ministério da Saúde da Palestina, morreram mais de 71.000 desde o início do conflito. Esse número é reconhecido pelo IDF. Segundo a Relatora Especial das Nações Unidas para a Situação dos Direitos Humanos na Palestina, Francesca Albanese, o número de mortes pode ascender a 680.000. Trata-se de genocídio. O que choca é a aparente aceitação dessa catástrofe. O mundo não parou em assombro. Não se uniu em revolta para deter esse crime. Observa-se inclusive um certo cansaço com a questão palestina. Em pouco tempo, ninguém mais dará atenção. Resolução do Conselho de Segurança adotada em dezembro de 202, prevê a criação do Conselho da Paz de iniciativa do Presidente Donald Trump. O Conselho da Paz é um projeto imobiliário que contribuirá para o apagamento do genocídio. As vidas de Layan e Hind foram apagadas, mas não podem ser apagadas, como quer o velho Comendador. O genocídio na Palestina ocupada realiza-se não obstante as Nações Unidas. Esta nunca conseguiu livrar-se do poder da força e da impunidade que vem junto. Esse é o problema com o qual temos de nos ater.

Biografia do Autor

  • Santiago Alcázar, MRE; Fiocruz

    Diplomata de carreira aposentado; pesquisador honorário da Vice-Presidência de Saúde Global e Relações Internacionais/Fiocruz.

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Publicado

20/02/2026 00:00

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