A OMS e os reflexos das tensões do multilateralismo
Palavras-chave:
Acordo de Pandemias, PABS, Missão de 100 dias, OMS, Conselho ExecutivoResumo
O início do ano é marcado pela retomada e pelo acirramento de velhas e novas discussões no campo da saúde global, do multilateralismo e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Trata-se de um período que se abre sob forte tensão política e institucional, com a confirmação da saída dos Estados Unidos da OMS, o agravamento das incertezas sobre o financiamento da Organização e impactos diretos sobre o cenário global da saúde. Ao mesmo tempo, avançam negociações complexas e ainda inconclusas relacionadas ao Acordo de Pandemias, em um contexto de sobreposição de crises, decisões e disputas, que reforça a sensação de que múltiplos processos críticos ocorrem simultaneamente. Ao longo deste informe, são analisados os principais entraves em torno do Anexo de Acesso a Patógenos e Compartilhamento de Benefícios, bem como os debates travados no âmbito do Conselho Executivo da OMS. O texto também examina o estágio dos preparativos globais para futuras pandemias e como esses processos se refletem nos espaços decisórios ocupados pelo Brasil e pela Fiocruz, destacando desafios, oportunidades e implicações estratégicas para sua atuação no cenário internacional.
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