Transformando o sistema humanitário
Resumo
Estamos testemunhando um período sombrio para a humanidade. Os últimos anos foram os mais violentos desde a Guerra Fria. As mortes relacionadas a conflitos atingiram o maior nível em 20 anos em 2022, enquanto mais de 123 milhões de pessoas foram deslocadas à força. Sudão, Gaza e Ucrânia expõem as realidades dos conflitos modernos. A violação do direito internacional e dos princípios humanitários foi normalizada. Profissionais e instalações de saúde, bem como infraestrutura civil, são alvos de ataques com impunidade. A ajuda humanitária é instrumentalizada para fins militares e torna-se cada vez mais transacional. Crises humanitárias se arrastam por anos, com consequências devastadoras para a saúde, à medida que os serviços de saúde entram em colapso e o acesso à água potável, alimentos e abrigo se deteriora. A fragmentação geopolítica e os cortes na ajuda dos EUA e dos principais doadores europeus aumentaram a pressão sobre o sistema humanitário em meio a esses níveis de necessidade sem precedentes. Neste momento crítico, a Comissão Johns Hopkins Center for Humanitarian Health – Lancet sobre saúde, conflito e deslocamento forçado apresenta um manifesto para uma transformação radical de um sistema humanitário que não consegue proteger a saúde.
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