Sumário Executivo

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Resumo

O mundo continua em suspense com os possíveis desdobramentos da guerra dos EUA e Israel contra o Irã e com as já devastadoras consequências sobre a economia global. Mas não só. Os impactos sobre a saúde humana e planetária são também profundamente nocivos e continuam sendo amplamente documentados. Mortos, feridos e sequelados, com números assustadores sobre populações civis, de crianças, mulheres e idosos, implicam que estes Cadernos tenham que continuar tratando do tema desde o primeiro parágrafo do fascículo. Num mundo assolado por guerras, mortes, feridos, sequelados e territórios arrasados, não há como deixar de ter este tema dramático como foco central num Caderno quinzenal que trata da saúde global e da diplomacia da saúde (ler abaixo e em informes autorais neste fascículo).

Entretanto, também há boas notícias no cenário da saúde global e diplomacia da saúde. Uma delas vem do Brasil, e se refere à questão crítica dos insumos para a saúde, ferida deixada à mostra durante a pandemia de Covid-19, quando os países mais ricos do mundo se apropriaram da maior parte dos insumos necessários, deixando ao léu países em desenvolvimento quanto a vacinas, diagnósticos e outros recursos necessários para enfrentar a pandemia. Trata-se da Coalizão Global para a Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo, estabelecida com a assinatura da Carta de Genebra, em 20 de maio de 2025, durante a 78ª Assembleia Mundial da Saúde. O objetivo é colocar em pauta questões emergentes e desafios interconectados: a concentração da capacidade de ciência, P&D e de produção nas áreas de ciências da vida, tecnologia e saúde, em um pequeno número de países; cadeias de suprimentos frágeis; assimetrias regulatórias; e integração limitada entre inovação, produção e acesso, particularmente em países de baixa e média renda.

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Publicado

01/04/2026 00:00