A Europa diante da nova crise do Golfo: segurança energética, divisões políticas e reconfigurações geopolíticas
Palavras-chave:
União Europeia, segurança energética, guerra no Golfo, saúde reprodutivaResumo
Freire alerta que a nova guerra do Golfo atingiu um nível crítico com o fechamento do Estreito de Ormuz, pelo Irã, por onde passa 20% do petróleo mundial. Como consequência, o preço do barril disparou, gerando uma ameaça inflacionária global. Em resposta imediata, um grupo de países liberou reservas estratégicas para tentar estabilizar o mercado. A crise também impulsionou a União Europeia a retomar o investimento em energia nuclear, com foco em Pequenos Reatores Modulares (SMRs) até 2030, visando reduzir a dependência de combustíveis fósseis. O conflito expôs rachaduras nas alianças tradicionais e mudanças táticas surpreendentes, como a suspensão temporária, por Donald Trump, das sanções ao petróleo russo para conter os preços internos, decisão duramente criticada por trazer fôlego financeiro para a invasão russa na Ucrânia. O mesmo Donald Trump que outrora criticava e impunha tarifaços à União Europeia, agora busca apoio dos Estados-membros para sua guerra sem coalizão. Na falta de apoio e adesão, o presidente estadunidense ameaça o futuro da Otan. O cenário revela uma vulnerabilidade estratégica dos EUA, que se viram forçados a beneficiar a economia russa para evitar um colapso energético doméstico. Ao mesmo tempo, a crise reforça a urgência da transição ecológica, evidenciando que a dependência de combustíveis fósseis é dos principais gargalos da segurança das nações.
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