O despertar do Sul Global e o protagonismo brasileiro
Palavras-chave:
Cooperação Sul-Sul, UNOSSC, G-77 e China, Movimento dos Não-Alinhados, Centro SulResumo
O Sul Global vem consolidando uma ofensiva diplomática para reformar a governança global. Nesse cenário, o UNOSSC evolui de entidade administrativa para um centro de inteligência financeira, gerindo fundos estratégicos (PGTF, IBSA, Índia-ONU) e fomentando corredores digitais para assegurar a soberania de dados do Sul.
As declarações do G-77 e China no período reafirmam a centralidade do desenvolvimento e da erradicação da pobreza nas reformas da ONU. O Grupo defendeu processos liderados por Estados-membros, exigindo democratização tecnológica, justiça orçamentária e maior representação geográfica para garantir a implementação de mandatos essenciais.
O MNA consolida-se como promotor do multilateralismo, defendendo a segurança regional e a reforma da ONU80, enquanto lidera a resistência ao protecionismo na OMC. Paralelamente, a NAMYO reforça o protagonismo de 1,2 bilhão de jovens na Agenda 2030, defendendo o acesso à educação e ao trabalho digno.
O Brasil, através da ABC, vem liderando projetos de alto impacto, como a formação de recursos humanos em saúde com Angola, a capacitação em reanimação neonatal em Moçambique e a projeção, via Fiocruz, da expansão do ensino técnico em Luanda. Na agenda socioambiental, o novo acordo Brasil-FAO expande o modelo de alimentação escolar do FNDE, enquanto a parceria com o Peru foca no trabalho decente na Amazônia sob supervisão da OIT.
Complementarmente, o Centro Sul apresentou lições sobre Resistência Antimicrobiana e defendeu a transição da governança tributária global para a ONU. Juntos, esses atores transformam a soberania formal em capacidade operacional, consolidando o Sul Global como polo autônomo na ordem multipolar.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Cadernos Saúde Global Fiocruz

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
