Conflitos, Ambiente e Saúde: a tríade da crise global
Como guerras destroem ecossistemas, como o colapso ambiental alimenta conflitos e porque a saúde humana paga o preço mais alto de tudo isso
Palavras-chave:
ONU, ONU Meio Ambiente, Conflitos armados, Mudanças climáticas, Saúde global, Degradação ambiental, Deslocamento forçadoResumo
Este artigo analisa a interconexão crescente entre conflitos armados, degradação ambiental e impactos na saúde, demonstrando que essas três dimensões formam uma crise sistêmica global. O aumento do número e da duração dos conflitos, que atingiram cerca de 130 guerras ativas em 2024, tem provocado mortes, deslocamentos massivos e colapso de sistemas de saúde, além de intensificar a destruição de ecossistemas e a contaminação de solo, água e ar. Ao mesmo tempo, as mudanças climáticas e a escassez de recursos naturais atuam como fatores que ampliam tensões sociais e podem alimentar novos conflitos, especialmente em regiões vulneráveis como o Sahel, Darfur e a bacia do Lago Chade. Os conflitos também contribuem para a crise climática por meio de emissões militares significativas e da destruição de infraestrutura, que exige nova exploração de recursos naturais para reconstrução. Esse ciclo de retroalimentação resulta em graves impactos à saúde, incluindo aumento de doenças infecciosas, desnutrição, deslocamento populacional e crises de saúde mental. Diante desse cenário, o relatório defende a necessidade de um novo contrato social e ambiental que integre políticas de paz, ambiente e saúde, amplie o financiamento climático para populações vulneráveis e incorpore as emissões militares nas políticas climáticas internacionais.
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