Da ordem ao caos
a chance de paz no Oriente Médio foi para o espaço. E no mundo?
Palavras-chave:
Guerra EUA+Israel versus Irã, Oriente Médio, Brasil e Ásia, Índia, Coreia do Sul, Emirados Árabes, Sri LankaResumo
O mundo não estava em paz. Sabemos disso. Mas ainda seguia uma ordem gerenciada, embora com falhas, pela ONU e seu Conselho de Segurança desnivelado. Caminhávamos lentamente para uma recuperação econômica pós pandemia e para pequenos avanços. Mas desde que Trump 2.0 assumiu a presidência americana em 2025, as tensões, disputas e ameaças cresceram, os pequenos avanços retrocederam e os investimentos foram deslocados para militarização. Não só nas grandes potências, mas nas potências médias. Aliados viraram rivais. Mudanças de lado. Confianças perdidas. Guerras por territórios, guerras genocidas, guerras por soberania tecnológica e de dados, guerra por hegemonia, guerras para conter a China, guerras sobre poder econômico, guerras para desviar o foco da mídia e cujas justificativas escondem outros interesses, enfim, guerras porque alguém acordou de mau humor. Da ordem ao caos é o que temos hoje. Neste momento, guerras saem das ameaças para explodir em bombas, envolvendo Irã, ou estoura entre Paquistão e Afeganistão, diminuindo a chance de paz no Oriente Médio. Trump se move de acordo com seus próprios interesses particulares. Netanyahu, precisa deixar de ser um pária e mostrar poder para garantir não ser preso. Ambos precisam de ações pirotécnicas. E esta guerra traz à tona diferentes interesses e nossas próprias contradições. O mundo caminhou nesta direção e não fizemos nada. Ao ponto que chegou, qual seria a alternativa? Com certeza essa guerra não era a solução menos pior. Diante desse cenário de incertezas, o Brasil faz movimento estratégico inteligente, diversificando parcerias na Ásia. Excelente para Fiocruz.
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