Governança Ambiental Global, Biodiversidade, Clima e Saúde
Evidências Recentes e Implicações para o Futuro
Palavras-chave:
ONU, Meio Ambiente, Governança ambiental, Saúde públicaResumo
A análise integrada dos relatórios do IPBES, do IISD e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) evidencia que a crise ambiental global possui implicações diretas e profundas para a saúde pública. Embora abordem dimensões distintas — biodiversidade e economia, governança ambiental internacional e ação institucional —, os três documentos convergem ao demonstrar que a degradação ambiental, associada a falhas estruturais na governança global, intensifica riscos sanitários em escala planetária. A perda acelerada de biodiversidade compromete serviços ecossistêmicos essenciais, como regulação climática, polinização e qualidade da água, afetando diretamente a segurança alimentar, a disponibilidade de recursos naturais e a emergência de doenças infecciosas. Ao mesmo tempo, a fragmentação geopolítica e as limitações do multilateralismo ambiental dificultam a implementação de políticas capazes de reduzir emissões, controlar poluentes e proteger ecossistemas. Os relatórios também destacam que a poluição do ar continua sendo uma das maiores ameaças à saúde global, associada a milhões de mortes prematuras por ano, enquanto o aquecimento global projeta impactos crescentes sobre doenças relacionadas ao calor, insegurança alimentar e expansão de vetores infecciosos. Em conjunto, esses documentos indicam que a proteção da saúde humana depende cada vez mais da capacidade de fortalecer a governança ambiental global e integrar políticas de clima, biodiversidade e poluição às estratégias de saúde pública.
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