Uma homenagem aos que levantam a voz contra a desumanização
Resumo
Ontem, quarta-feira dia 29 de abril, de 10 às 13, realizou-se o seminário “Saúde como ponte para a paz: Gaza e Oriente Médio em questão”. O seminário faz parte da série Seminários Avançados da Fiocruz em Saúde Global e Diplomacia da Saúde 2026.
Participaram o Presidente da Fiocruz, Mario Moreira, Arlene Clemesha, historiadora, Mustafa Barghouti, médico palestino na Cisjordânia, Juan Garay, médico e Alba Hijazi, jornalista, ambos os dois integrantes da flotilha de ajuda humanitária rumo a Gaza. Quando já era de noite em Brasília, chegou a notícia de que a flotilha fora interceptada. Perdeu-se contato com 11 embarcações.
O que acontece em Gaza é de conhecimento de todos. Há um genocídio em andamento, não obstante o acordo de cessar-fogo. Gaza é uma estreita faixa de pouco menos de 40 quilómetros de comprimento por 6 a 12 quilómetros de largura. Antes do início do genocídio, viviam aí aproximadamente 2,5 milhões de pessoas em condições precárias. Hoje, a população de Gaza foi reduzida pelas forças de ocupação. Falta água. Faltam alimentos. Os hospitais foram destruídos. Não há como cuidar de doentes e feridos. A economia foi arrasada. O índice de pobreza extrema alcança 90% da população. Não há saída para os que precisam sair. Não deixam entrar os que querem ajudar.
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