Convergências do Sul Global
Palavras-chave:
Cooperação Sul-Sul, UNOSSC, G-77 e China, Movimento dos Não-Alinhados, Centro SulResumo
O UNOSSC destacou seu Boletim de março e consolidou parcerias estratégicas, com destaque para o lançamento da iniciativa global de Cooperação Triangular junto à OCDE e o fortalecimento da Aliança Global para a Cooperação Sul-Sul. O foco recaiu sobre a resiliência urbana e saúde via inovação digital, intercâmbio técnico no Sul Global e a convocação para capacitação em redução de riscos de desastres. Sob a presidência da ZOPACAS, o Brasil fortaleceu a cooperação Sul-Sul com novas estratégias para o Atlântico Sul. Por intermédio da ABC e da Embrapa, consolidou parcerias históricas na cadeia do algodão em Mali e Camarões. Paralelamente, a Fiocruz debateu sua internacionalização no Senado Federal e reafirmou, em Lyon, seu compromisso com a ciência e a equidade global no Fórum de Centros Colaboradores da OMS. O G-77 e a China intensificaram a defesa por uma reforma sistêmica na governança global. Na AGNU, condicionaram a Inteligência Artificial à Agenda 2030, exigindo financiamento para infraestrutura e denunciando possíveis impactos ambientais no Sul Global. Nas consultas informais sobre o fórum FfD, reivindicaram um sistema multilateral baseado em regras que garanta uma integração justa das nações do Sul Global nas cadeias de valor. Sobre a iniciativa ONU80, defenderam que mudanças estruturais não diluam mandatos de desenvolvimento, enquanto no acordo BBNJ, reivindicaram que a sede da Secretaria seja estabelecida em um país em desenvolvimento, priorizando a transferência de tecnologia marinha. Em relação ao MNA, o destaque foi a 5.ª Conferência de sua Rede Parlamentar em Istambul. O encontro transpôs as Declarações de Tashkent e Kampala para marcos legislativos, fortalecendo a soberania tecnológica em cooperação com a UIP. Esse protagonismo é amplificado pela "Estratégia 2026", que integra a eficiência tecnológica do ASAN Service à diplomacia humanitária do NAMYO, capacitando jovens líderes para negociações em saúde e tecnologia e preparando as bases para uma governança global equilibrada. O Centro Sul liderou debates sobre justiça financeira e acesso à saúde. Destacou a coordenação do Sul Global para a Convenção-Quadro Tributária da ONU e defendeu medidas contra o abismo digital. Na saúde, propôs soluções contra barreiras de patentes em medicamentos para tuberculose e anticorpos monoclonais, visando garantir a equidade tecnológica.
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