Crises humanitárias e reforma do sistema multilateral: a sociedade civil segue reivindicando a promoção da saúde global
Palabras clave:
Organizações da Sociedade Civil, Saúde global, Crises humanitáriasResumen
Na última quinzena, foram acompanhadas 58 Organizações da Sociedade Civil (OSC), das quais 35 se manifestaram em temas aderentes à Saúde Global. Esse informe nº 05/2026 expõe uma triste e persistente convergência de crises humanitárias severas na Palestina, no Sudão, no Líbano e no Irã, onde o desrespeito ao direito internacional resultou, em sete semanas de ataques, no colapso de infraestruturas essenciais como os serviços de saúde. Além de tratar das crises humanitárias, as OSC se manifestaram expondo avanços e barreiras na prevenção e no controle de doenças transmissíveis, como a inovação diagnóstica para tuberculose e os impasses comerciais no acesso a medicamentos de prevenção ao HIV. Esse informe aborda ainda o impacto das mudanças climáticas na saúde urbana e a necessidade de adaptação de infraestruturas. Deixa evidente, com base nas manifestações coletadas, que o sistema de governança multilateral da saúde global precisa ser repensado e reestruturado. Os marcos em discussão sobre essa reestruturação oscilam entre uma posição que demanda o fortalecimento do multilateralismo e da solidariedade, defendida pelas OSC de interesse público, e uma posição de total abandono do multilateralismo, expressa pelo atual governo dos EUA. Uma terceira posição surge de um debate promovido pela Wellcome Trust que sugere a regionalização das pautas de saúde e solidariedade, deixando as instituições de abrangência global, como a OMS, como espaços de elaboração de normas e diretrizes, sem papel executivo. Para onde vai o sistema multilateral é, claramente, uma questão ainda em aberto.
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