Reconhecimento, resistência e reparação: a Declaração de Durban e o reconhecimento da escravidão como o crime mais grave contra a humanidade

Autores/as

  • Armando De Negri Filho Negri Filho Autor/a
  • Fabiane Gaspar Autor/a

Palabras clave:

Direitos Humanos, Racismo estrutural, Declaração de Durban, Escravidão, Reparações, ONU

Resumen

Este informe analisa as normativas no sistema das Nações Unidas relativos ao enfrentamento do racismo estrutural, com foco na Declaração e Programa de Ação de Durban e na Resolução A/RES/80/250, que declara o tráfico de africanos escravizados e a escravidão racializada como o crime mais grave contra a humanidade. Examina o painel de discussão do 25º aniversário de Durban no Conselho de Direitos Humanos realizado durante a 61ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU que envolveu debates sobre memória, reparação e racismo estrutural, o conteúdo da resolução aprovada na Assembleia Geral da ONU e o seu mapa de votação. Evidencia-se a centralidade dos países ricos colonizadores em impedir que a justiça reparatória e suas respectivas medidas sejam implementadas e seu consequente reconhecimento que a atual ordem geopolítica e econômica é resultado do sistema de tráfico de africanos escravizados, da escravidão, da colonização e exploração de recursos dos países colonizados conforme análise do jornalista e analista político Beto Cremonte. 

Publicado

2026-04-16

Cómo citar

Negri Filho, A. D. N. F., & Gaspar, F. (2026). Reconhecimento, resistência e reparação: a Declaração de Durban e o reconhecimento da escravidão como o crime mais grave contra a humanidade. Cadernos Fiocruz De Saúde Global E Diplomacia Da Saúde, 5, 37-47. https://cadernossaudeglobalfiocruz.net/csgf/article/view/234